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O
que fazercom a Cebola? Mudança e evolução! É o que faz falta para animar a malta! O concelho e a cidade de Rio Maior, entendidos como produto turístico-cultural, têm todo o interesse em apostar na inovação, na criatividade e respectiva sistematização integrada desses processos. Só com uma abordagem estratégica desta natureza se consegue garantir a sustentabilidade da oferta de eventos turístico-económico-culturais existente no concelho de Rio Maior. Se poucos eventos existem, então que sejam excepcionalmente bons! As Recriações Históricas que em boa hora se realizaram complementarmente ao tradicional programa da FRIMOR, com todas as contrariedades logísticas, financeiras e organizativas que pudessem originar, foram um bom exemplo de dinamismo, inovação e capacidade regeneradora. É este o caminho! A busca de novas soluções, ajustadas às novas exigências. Já há uma clara propensão do público para eventos de qualidade! Os critérios estéticos podem e devem ser mais sofisticados! Deve, pois, haver resposta às crescentes expectativas dos potenciais consumidores! Bem sei que a Feira das Tasquinhas é já uma marca que prestigia significativamente o concelho. Reconheço, igualmente, que a aposta estratégica no desporto é hoje o leitmotiv de afirmação nacional e internacional de Rio Maior. No entanto, atendendo à necessidade de preservar (metamorfoseando!) a velhinha Feira Nacional da Cebola, deve aproveitar-se essa oportunidade para potenciar toda a imagem de Rio Maior, atraindo investidores e turistas (mais importante que atrair visitantes!) Pensando em voz alta: porque não associar a feira a pequenas mostras de gastronomia ou concursos nos restaurantes da cidade sob a égide da cebola, por ex: bifes de cebolada, bacalhau à gomes de sá, etc...; porque não incentivar a diversificação da programação cultural: cinema de rua, jazz, artes plásticas, música tradicional portuguesa, etc...; porque não apostar decisivamente na vertente expositiva do sector económico local e regional; porque não incrementar a mostra de actividades desportivas; porque não retomar as recriações históricas ou pensar noutros eventos a desenvolver no magnífico cenário das Marinhas de Sal! Lembro-me de iniciativas louváveis como o habitual circuito ciclista, o concurso do melhor cabo de cebolas, a Miss Frimor ou os desfiles de moda. Mas será que têm, por si só, notoriedade para atrair turistas e dimensionar a feira à escala regional e nacional? Impõe-se, por outro lado, garantir a máxima rentabilidade do magnífico pavilhão Multiusos, espaço que em muito dignifica a cidade! Julgo que é nesta linha de reflexão que se deve investir algum tempo e imaginação, ponderando os pontos fortes e fracos, detectando as oportunidades e ameaças, uma vez que só assim se poderão encontrar novas perspectivas de desenvolvimento para a Feira Nacional da Cebola, por forma a torná-la concorrencial e altamente atractiva! De facto, é hoje uma realidade incontornável que as cidades concorrem entre si nas mais diversas áreas. Se Lagoa
se destaca pela FATACIL, se Barrancos se destaca através da festa
dos touros de morte, se Tomar se evidencia pela festa dos Tabuleiros
ou mais recentemente pelo Congresso da Sopa, se Torres Vedras se destaca
pelo Carnaval, se o Porto se destaca pelo Fantasporto, se Vilar de Mouros
e Paredes de Coura se distinguem pela realização dos festivais
de Verão, e os exemplos não teriam fim, então também
a cidade de Rio Maior tem a obrigação de encontrar uma
ou várias formas além da Feira das Tasquinhas, que é
já um produto consolidado - de alavancar a sua oferta turístico-cultural.
De perceber a sua vocação e construir as suas marcas distintivas!
O caminho só pode ser trilhado, repito, através de uma
orientação muito concreta para a inovação
e criatividade. Daniel
Pinto |
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RIO
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