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Frimor,
Preparar o Futuro sem esquecer o Passado!A Feira Nacional da Cebola (Frimor), dado o seu carácter secular, a sua reiterada realização e o sucesso das sua edições, apresenta-se como um evento que faz parte do património histórico-cultural, não só do nosso Concelho, como também de uma vasta Região. Este certame há muito entrou nos hábitos e no coração das nossas gentes e tem constituído, ao longo dos tempos e nas suas diferentes configurações, um espaço de convívio social, de mostra de dinâmicas económicas e de intercâmbio cultural ímpar no nosso contexto territorial. A referência ao lastro histórico da Frimor, credibiliza a afirmação da sua vital importância nos dias de hoje. Ou seja, o relembrar daquele património histórico-cultural cimentado ao longo do tempos, vem acentuar o papel decisivo que esta Feira deve desempenhar contemporaneamente. De facto, numa sociedade cada vez mais marcada pelo imediatismo, pelas novas tecnologias de informação, pela chamada «Globalização» e pela consequente dicotomia entre o Global e o Local, é fundamental a existência de eventos, que, sem perder de vista o quadro geral em que actuamos (nomeadamente no que diz respeito à necessária dinâmica económica), nos reconduzam às nossas raízes culturais, assegurando a manutenção de marcas distintivas tão caras ao nosso Concelho e à nossa Região. É portanto neste contexto global de profunda e permanente mutação social, económica e cultural que terá de se enquadrar a Frimor 2002. Acresce
a tudo isto a particular circunstância do Concelho de Rio Maior
ter, nos últimos anos, dado um salto enorme, desenvolvendo-se
em variadíssimas vertentes, assumindo mesmos posições
de liderança e de vanguarda em alguns sectores, tanto a nível
Regional, como a nível Nacional. Estamos assim, cada vez mais inseridos naquilo que alguns denominam «Sociedade Global». Um dos grandes perigos, desta «Globalização», é a submissão do Local ao Global, e a consequente perda de identidade ou, melhor, de identidades. Neste preciso aspecto, a Feira Nacional da Cebola, deverá, no meu entender, manter e aprofundar (com a necessária adequação aos novos tempos) aquele património histórico-cultural, que configura o seu código genético e estabelece, assim, a sua identidade própria. Mas, ressalvada a sua identidade, a Frimor deverá, também, ser por excelência um espaço de afirmação das dinâmicas económicas do nosso Concelho e da nossa Região. Um espaço de divulgação, de inovação e de oportunidade para o nosso tecido produtivo. Outra vertente fundamental é a vertente Cultural. Este certame necessita de um enquadramento Cultural forte. Não só para a reafirmação da referida identidade da Feira, do Concelho e da Região, mas também para abrir novos caminhos, criar «hábitos» e fazer despertar outros horizontes culturais. Por fim, este evento deverá resultar de uma efectiva conjugação de esforços entre a chamada sociedade civil e os Órgãos Autárquicos responsáveis. Esta conjugação de esforços exige um assumir de responsabilidades de parte a parte e uma intercomunicação permanente tanto a montante como a jusante do evento. Estes são, de forma simplista e resumida, alguns dos traços essenciais do que deverá ser, na minha opinião, o caminho a seguir para a construção de um esboço do que poderá ser o Futuro da Frimor. Mas, como diz o Poeta o caminho faz-se caminhando, e tanto é assim que, passando da teoria à pratica, ai está mais uma Feira Nacional da Cebola. A Frimor
2002 traz de volta a Feira ao seu espaço habitual. De salientar
que o espaço do referido Pavilhão estará todo ocupado,
dando assim mostras da dinâmica do evento. Bem hajam a todos o que contribuíram para a realização da Frimor 2002. Boa Feira! João
Sequeira |
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RIO
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