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Frimor
2002 É evidente que a tradição já não é o que era...Estou á vontade para fazer esta afirmação, porque sou do tempo em que as pessoas [feirantes ceboleiros, negociantes, etc, etc...que se deslocavam em carroças, galerias e carros de bois , chiando] vinham para a então vila de Rio Maior, com 8 dias de antecedência, para se instalarem devidamente, já que ao tempo, tradicionalmente, o certame, era seccionado, isto é, existiam nas diversas ruas, largos e praças da vila, Várias Feiras, dentro da própria feira, nomeadamente, a Feira das Cebolas, a Feira dos Cestos, a Feira da Madeira, a Feira dos Barros, a Feira do Gado, etc, etc... numa amalga tão organizada, que fazia então da Feira de Rio Maior, a mais importante no centro do pais . Entretanto, com o aparecimento dos Hipermercados, mercado de Santana e o desaparecimento dos produtores de Cebola do nosso concelho, foram-se perdendo as raízes e, hoje, com a utilização do Pavilhão Multiusos ( obra a todos os títulos, notável ) mas que, nada tem a ver com uma feira Franca, transformando-a, aliás, mais numa feira de exposições, mais se vai perdendo a chamada tradição. Louve-se,
no entanto, o esforço das diversas comissões organizativas,
sempre patrocinadas pela autarquia, no sentido de a manter de pé,
tanto mais que, quer queiramos, quer não, é difícil
competir e ofuscar o êxito da Violante Ferreira |
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RIO
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