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Tasquinhas de Rio Maior, um potencial económico do nosso concelho. Este certame tem todas as condições de se tornar um elemento do desenvolvimento económico do Concelho de Rio Maior, se forem desde já garantidas algumas questões. A primeira é a da qualidade, a qualidade dos produtos confeccionados e dos vinhos, a qualidade do serviço de mesa e apresentação, a qualidade do espaço do certame, a qualidade da formação profissional de quem lá trabalha, o controle de qualidade tem de ser garantido dia a dia e os responsáveis pelo certame têm uma forma simples e eficaz de o garantir. Previamente todas as organizações deviam ser informadas que dia-a-dia, são sorteadas duas tasquinhas que serão apreciadas quanto a qualidade da tasquinha em todos aspectos referidos. Garantir um nível de qualidade sempre elevado, e ser premiado as melhores como incentivo. A segunda questão, é a dos pratos tradicionais que são servidos! O pior que pode vir a acontecer às nossas tasquinhas é um destes anos próximos, quem as vier visitar verificar, tasquinha sim tasquinha não, ementas repetidas [sopa de peixe, chouriço, morcelas, entremeada, fritada com migas, espetadas e febras de porco] As entidades responsáveis pelo certame, têm previamente de garantir com as Associações, Juntas de Freguesias e Colectividades envolvidas, o maior número diferente de pratos. Sei bem que vão dizer que é impossível, mas acreditem na cultura das nossas gentes e na memória colectiva do nosso povo. Onde estão os pratos de bacalhau, e a sopinha de bacalhau?, Onde se encontram os pratos das zonas de pastorícia? Onde se encontram os pratos de frango? E os pratos de vaca? A diversidade felizmente entre nós é imensa e já não referi o parrameiro, e as tostas com alho. Os responsáveis têm de promover durante o mês de Janeiro as provas ao vivo dos pratos de cada tasquinha, seus doces e vinhos, e fazer um cardápio de distribuição gratuita. Hoje quando nos perguntam de onde somos, e dizemos Rio Maior, é vulgar ouvir por este Portugal fora, Rio Maior para comer é um espectáculo. Temos de desenvolver ainda mais este potencial com os restaurantes bons na sua maioria, e os excelentes talhos existentes. É um património a não perder e que acho que as autoridades deveriam de fazer um registo de vários produtos e receitas confeccionadas a quem as quiser adaptar, tinha de pedir autorização, as tasquinhas merecem toda a nossa atenção e preocupação para mantermos a mais tradicional e melhor qualidade que temos. As Tasquinhas serão o que as gentes do Concelho de Rio Maior quiserem. João
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