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Marmeleira comemorou 75º aniversário de elevação a vila

Ao longo do mês de Junho, com muita sobriedade, a Junta de Freguesia da Vila da Marmeleira, ainda que com algum atraso, foi promovendo aos fins-de-semana actividades que não deixassem passar despercebida, arrecadada na memória colectiva, a passagem do 75º aniversário da elevação da povoação à categoria de vila - o que aconteceu em 19 de Abril de 1927, por Decreto (nº 13.513) do Marechal Oscar de Fragoso Carmona, ao tempo ministro do Interior e que haveria de ser Presidente da República.

Uma sessão solene na sede da autarquia local seguida de almoço/churrasco para toda a população encerrou este ciclo comemorativo, no último Domingo do mês.

Em entrevista ao semanário Região de Rio Maior, Edgard Carriço, o presidente da Junta de Freguesia questionado sobre o que é que gostaria de fazer pela Vila da Marmeleira, respondeu sem hesitar:

Eu queria que a Vila da Marmeleira voltasse a ser o que já foi no passado: uma terra de bem receber, uma terra amiga, com expectativas de futuro no que diz respeito ao desenvolvimento não só em benefício da população residente, mas também no da população que nos visita aos fins-de- semana e no Verão. Daí que estejamos a trabalhar no sentido de criar melhores condições, para incentivar essas pessoas que nos visitam a irem ficando por cá...

A grande aposta é pois fixar os jovens da terra e trazerem mais gente para cá? - insistimos.

- É evidente, por isso teremos que criar condições para suprir a falta de indústrias e de outros factores que normalmente propiciam a fixação dos jovens e a captação de novos habitantes - declarou o autarca.

A Vila da Marmeleira, airosa, empoleirada num alto, disfruta de uma vista magnífica e convida ao turismo rural, a ter ali habitação de campo... mas certamente poderá ir muito mais longe. Que promessas, ou pelo menos que expectativas terá Edgard Carriço em matéria de apoios que ajudem a abrir horizontes?

Há essa abertura governamental no que respeita à delegação de mais competências nas autarquias - referiu o presidente da Junta marmeleirense, manifestando a esperança de que isso assuma formas mais concretas.

Espero que a delegação de competências do Governo para as autarquias se faça e traduza, o mais rapidamente possível, em meios que nos permitam levar por diante aquilo que no fim de contas nos comprometemos fazer, diante da população - concluiu o autarca.

Entre os convidados da Vila da Marmeleira naquele dia, encontravam-se o governador civil do distrito de Santarém, Mário Albuquerque, António Carmo, director do Centro Regional de Segurança Social de Santarém, o sargento Pimenta, comandante do Posto da GNR de Rio Maior e o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

Teria Silvino Sequeira levado consigo algum presente para oferecer à Vila da Marmeleira?

- Não, e nem era caso para trazer - esclareceu logo o chefe do executivo municipal, adiantando:

- Simplesmente, trouxe uma salva de prata do concelho de Rio Maior associando-o às comemorações de uma das suas povoações por ter atingido os 75 anos de elevação à condição de vila.

Por falar em vila, ocorreu-nos ser a Marmeleira uma das duas do concelho, integrando este, desde 1836, outra povoação que já fora vila e até cabeça de município: Azambujeira. Por isso...

Tendo em conta que a Vila da Marmeleira já terá tido outra pujança, enfim em tempos que também seriam outros, mas que Rio Maior possui duas vilas (Alcobertas é a outra) e uma ex-vila, teria o senhor presidente perspectivas específicas para estas três povoações?

- Como é do domínio público nós estamos a viver um momento difícil. Nos primeiros meses deste ano houve alterações profundas no exercício da vida política portuguesa, está a sair constantemente nova legislação, orientações governamentais. Também é sabido que há uma tentativa, louvável, do Governo, para transferir competências para as autarquias, as quais só serão transferíveis se acompanhadas de meios financeiros correspondentes. E fala-se constantemente em autarquias, em Câmaras e Assembleias Municipais, Juntas de Freguesia e Assembleias de Freguesia. Portanto, neste tempo de mudança é difícil perspectivarmos algo de consistente, até porque há um esforço de contenção que está a ser pedido a nível nacional por quem legitimamente o pode fazer, que é o Governo saído de eleições e que como tal temos que respeitar - discorre Silvino Sequeira, explicando acto contínuo:

- O Governo tem a legitimidade que advêm desse acto eleitoral, de impôr restrições que devem ser aplicadas a todos: organismos oficiais, Câmaras e Juntas de Freguesias. É uma situação nova a que nos estamos a tentar adaptar o mais rapidamente possível. Tem-se dado passos nesse sentido, as coisas estão a melhorar significativamente na perspectiva da Câmara e essa melhoria vai corresponder a um novo modelo de relacionamento com as Juntas de Freguesia. Teremos engenho para ultrapassar este momento difícil, penalizando o menos possível o desenvolvimento do concelho e até criando condições objectivas para quando a situação do país melhorar, podermos acompanhar essa melhoria com investimentos significativos para a população do nosso município.

 
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