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| Diário
de Nóticias 11 Fevereiro 2002 Ota
dá controvérsia no PSD O novo presidente da Associação de Municípios do Oeste (AMO), Carlos Lourenço, e a presidente da Câmara de Leiria, Isabel Damasceno, também eles sociais-democratas, já se manifestaram publicamente contra a eventual reavaliação do processo, afirmando-se dispostos a lutar pelos interesses da região. Santana Lopes, presidente da Câmara de Lisboa, foi quem espoletou a discussão, tendo declarado ao jornal Público (em Janeiro) que uma aerogare na Ota "não serve a ninguém, a não ser os que estão lá ao lado". Isaltino Morais foi ainda mais longe, tendo assegurado que, caso ganhe as eleições legislativas, o seu partido vai repensar, em função de "estudos adequados", a decisão "meramente política" tomada pelo actual Governo de construir o novo aeroporto de Lisboa na Ota. Álvaro Pedro, presidente da Câmara de Alenquer, foi o primeiro a reagir às posições assumidas pelos dois autarcas sociais-democratas, sublinhando que "a construção do novo aeroporto na Ota é irreversível", sendo certo que "há vários contratos assinados com gabinetes de projectistas e tudo está a decorrer para que o projecto seja uma realidade em 2010". O responsável máximo do município para onde está projectada a instalação da nova infra-estrutura aeroportuária criticou, ainda, a alegada inflexão de Santana Lopes, porque "enquanto presidente da Câmara da Figueira da Foz defendeu a construção do futuro aeroporto internacional na Ota, considerando que era uma solução que correspondia aos interesses da zona centro do País". O Movimento Pró-Aeroporto da Ota saiu, também, a público para refutar as dúvidas do PSD sobre a localização do futuro aeroporto e rejeitar qualquer tipo de atraso na construção daquele equipamento. Tomás Oliveira Dias defendeu que a "decisão do Governo em funções, em 1999, mantém-se válida e deve ser respeitada pelo futuro executivo, qualquer que seja o partido eleito". A autarca social-democrata de Leiria, Isabel Damasceno, defendeu, igualmente, a opção da Ota e insurgiu-se contra as afirmações dos seus companheiros de partido, que classificou como uma consequência da "especulação pré-eleitoral". Por seu turno, o novo líder da Associação de Municípios do Oeste, Carlos Lourenço, referiu, em declarações à rádio Oásis (de Sobral de Monte Agraço), que conhece o sentimento de todos os autarcas da região e não tem "dúvida nenhuma de que nós queremos que o aeroporto vá para a Ota". Embora admita que, por falta de dinheiro, a calendarização da obra possa sofrer uma eventual derrapagem temporal, este responsável que também é militante do PSD defendeu que "o Oeste deve vincar a sua vontade e intenção de ter o aeroporto na Ota" e assegurou que os autarcas da região vão lutar para que seja cumprido "aquilo que foi dito e prometido". |
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