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| Diário
de Nóticias 7 Abril 2002 Ota,
TGV e nova ponte no caminho do novo ministro Uma das marcas distintivas dos Governos de Cavaco Silva foi, sem dúvida, a chamada política do betão, ligada à realização de grandes obras públicas, como pontes, estradas, o Centro Cultural de Belém ou a Expo 98. Mas muito dificilmente o novo Governo de Durão Barroso ganhará esse epiteto. É certo que quem está no poder gosta de deixar marca para o futuro (a as grandes obras públicas são por vezes a forma mais fácil de o conseguir), mas com a actual situação do País o dinheiro para tal não deverá abundar. Valente de Oliveira, engenheiro de 65 anos, e o homem que durante dez anos ocupou a pasta do Planeamento dos Executivos de Cavaco, é o rosto escolhido para as Obras Públicas e Transportes. Reconhecido pela sua discrição, Valente de Oliveira terá como tarefas iniciais explicar exactamente ao País as promessas eleitorais de Durão nesta àrea. Ou seja, trava-se ou não a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa, na Ota? Essa travagem é um adiamento ou o cancelamento puro e simples da construção? Sabe-se que Valente de Oliveira não é um grande entusiasta da Ota, o que pode facilitar. Outra das promessas de Barroso foi congelar a construção da terceira travessia sobre o Tejo. Também aqui se coloca a questão de se saber se a obra, ainda longínqua, vai ser atirada para as calendas. E, em caso afirmativo, se isso não impede o avanço da ligação de Portugal a Espanha por TGV. Depois de ter sido um Governo de que fazia parte a lançar a obra, Valente de Oliveira deverá ter a oportunidade de cortar a fita da A2, auto-estrada que liga Lisboa ao Algarve e que está em vias se ser concluída. |
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