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Estátua Romana de Rio Maior O
fabuloso achado arqueológico, porventura o mais valioso descoberto
nos últimos anos no nosso país, encontra-se exposto no hall
da Câmara Municipal de Rio Maior.Trata-se de uma estátua encontrada durante as escavações que se têm processado ao longo dos anos na "Vila Romana" de Rio Maior . Nas escavações que o sector de arqueologia da Câmara Municipal de Rio Maior, com o apoio do Instituto Português do Património Arquitectónico, têm vindo a realizar na Villa Romana de Rio Maior, foi feita uma descoberta da maior importância cientifica, a estátua de uma Ninfa atribuível à transição do séc. II para o séc. III d.c.. Este achado, a par dos riquíssimos mosaicos policromos posto a descoberto, vem, assim, confirmar e suplantar as expectativas geradas pelas notícias segundo as quais, no final do século passado, foram exumados na área fustes de colunas de mármores e fragmentos de mosaicos. Assim, no local, junto ao actual cemitério [coordenadas 295ND053539], foi aberta uma vala de sondagem, no sentido norte-sul, de um metro de largo, por 20 metros de comprimento: tendo surgido a cerca de 40 cm de profundidade, a referida estatua cujas dimensões máximas aproximadas são: 91x42x31 cm. Este achado reveste-se da maior importância desde logo, porque "é assaz limitado o número de esculturas descobertas em Portugal romano que representa divindades, figuras mitológicas ou personificações" e porque se trata, de facto uma figura estatua-fontenária representando uma ninfa [divindade aquática] tutelar de Rio Maior [?] única em Portugal e, pelas suas características estilísticas, também em toda a Península ibérica. Leite de Vasconcelos, explicita o sentido destas estátuas: "Em virtude da admirável propensão do homem para a personificação e mesmo as vezes dramatização, quer dos grandes espectáculos naturais, como do gyro dos astros, as mudanças da atmosfera e das estações, a agitação dos mares, os vulcões, os terramotos, quer dos fenómenos mais modestos, do crescimento das plantas , da vida dos animais, tão semelhante á d'elle, do deslizar, ora pacifico, ora tumultuoso dos rios, e do marulho sempre suave das fontes, não e de estranhar que entra os cultos antigos se encontre [...] o das correntes fluviais [...]. Posto este dados, apesar do seu carácter genérico, mais compreensível se tornará o significado deste achado, assim como a sua importância científica à qual haverá que adir outra, a de todo o complexo romano de Rio Maior, para o desenvolvimento turístico do Concelho. |
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