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A Estrutura

A picagem das paredes, permitiu a análise estrutural do imóvel, tornando possível determinar as diversas fases evolutivas que o mesmo veio a sofrer ao longo da sua existência.

O edifício actual é originário de sucessivas ampliações, datando a sua cédula primordial da primeira metade do séc. XVIII. Sendo posteriormente, reformulado e ampliado pelas vastas alterações levadas a cabo em 1760 - 1770.

Altar existente no interior do museu Pinturas do Brazão da Casa Real nos tectos

Na década de 1760-70 assiste-se á construção de um corpo lateral com a função de capela/oratório, aproveitando para isso um antigo alpendre, (acesso principal do edifício), o qual é transferido para o topo Sul.

A tardoz assiste-se á ampliação do corpo inicial do mesmo, com a construção de zonas de arrumos, uma cozinha ao nível do rés-do-chão, encerramento e abertura de diversos vãos no interior e exterior, contribuindo assim para uma nova funcionalidade dos espaços.
No topo Sul, ao nível do 1º andar foi utilizada a estrutura portante preexistente, (aparentemente não pertencente ao núcleo originário), para construção de uma sala.

No inicio do séc. XIX edifica-se uma nova ala a Norte do imóvel, duplicando-se a área de construção. Resultante da ligação dos dois corpos, a pequena capela/oratório viu a sua cobertura de duas águas e dois níveis com um óculo zenital para iluminação do altar, alterada para um telhado de uma só água.

Janela de onde  o Rei falou as suas tropas Rei D. Miguel

Ao longo do séc. XX realizaram-se consideráveis obras de adaptação, quase sempre desrespeitando a fisionomia original do edifício, das quais se salienta a demolição da cozinha do séc. XVIII, de uma parede a tardoz e ampliação até á extrema para instalação de uma cozinha no primeiro andar.

Na segunda metade do século é construída uma casa de banho nas traseiras ao nível de um primeiro andar e as coberturas alteadas e substituídas.

O presente imóvel constitui uma estrutura típica de casa senhorial do Alto Ribatejo, adequada às necessidades de uma família de nobreza provincial com um estatuto económico de certa relevância. O piso térreo destinava-se aos arrumos de produtos agrícolas e aos animais, mais tarde também comercial, enquanto que a função residencial se repartia pelo andar nobre, onde se situava a pequena capela/oratório.

 
Casa Senhorial
El Rei D. Miguel
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