Rio Maior Cidade Viva

A denominação Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel

A zona de implantação da Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel, situa-se bem perto de um cruzamento de duas importantes vias romanas, uma proveniente de Santarém, e outra, de Lisboa.

Aspecto do edifício Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel, antes das obras de recuperação

Na época medieval esta zona estava situada no limite Sul da malha urbana da que foi a aldeia de Rio Maior.

A partir deste sítio a povoação cresceu, de modo lento, sendo, no século XVI, a área preferida pelos abastados para construção das suas casas, atraíndo, também, estabelecimento de comerciantes e ofícios.

Quanto ás origens do edifício hoje existente pensa-se que a sua célula primordial data da primeira metade do século XVII, constituindo uma estrutura típica de uma Casa Senhorial do Alto Ribatejo, adaptada às necessidades de uma família da Nobreza Provincial.

Retrato do Rei D. Miguel IPossuindo uma pequena Capela privada, a residência assentava no piso superior, o andar nobre, enquanto que o térreo era destinado aos animais e aos arrumos de produtos agrícolas.

O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D. Miguel por se saber que o rei aqui estacionava, quer em viagens, quer em caçadas e, também no período conturbado da Revolução Liberal.

Rio Maior entrou nas lutas liberais, onde se envolveram muitos dos oriundos desta região, militando uns, nas novas ideias do liberalismo, outros fieis ao absolutismo e ao rei D. Miguel. Muitas disputas terão ocorrido em Rio Maior entre miguelistas e liberais.

Foi também em Rio Maior que D. Miguel recebeu a noticia do resultado final da batalha de almuster.

As suas fachadas, de relevante interesse arquitectónico, pertencem a duas épocas distintas: Medieval e Barroco.

Um dos principais interesses histórico-culturais do edifício reside no facto de possuir, no seu interior, tectos de caixotão e maceira, pintados, tendo um deles, no centro, um escudo com as armas reais representadas.

Estudos arqueológicos realizados pela Secção de Arqueologia e História da Câmara Municipal de Rio Maior conduziram, entre outras, à descoberta de uma alfaiataria típica do século XVIII, virada à rua, de inegável valor.

 
Casa Senhorial
El Rei D. Miguel
Página Inicial
Localização
O Imóvel
A Estrutura
A História oral
Sala 1 - Alfaiataria
Sala 2 - Florista
Sala 3 - Esqueleto
Sala 4 - Cozinha
Sala 5 - Arrumos
Pátio
Bibliografia
O Museu Hoje
O Restauro
O Edifício Hoje
Igrejas
Igreja da Misericórdia
Capela de N. Senhora da Vitória
Ruinas do Paço Senhorial
Arqueologia
Vila Romana
Créditos
Agradecimentos
Património
Marinhas de Sal
Index Roteiro
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