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Pátio
O
pátio interior da casa foi outro dos locais com um extenso registo
arqueológico, apresentando-se selado por um pavimento de cimento.
O facto de o pátio servir de lixeira durante todo o período
de ocupação do imóvel, apesar de limpeza esporádicas
para eliminação de excessos, este permitiu recolher uma
impressionante amostragem de fragmentos da vida quotidiana das gentes
que durante gerações viveram este espaço. Recolheram-se
centenas de fragmento de cerâmica comum utilitária, faianças,
restos de cozinha, etc. Cujo estudo irá proporcionar uma boa imagem
de Rio Maior Setecentista e Oitocentista.
Foi detectada
a cozinha da casa, com o seu recinto de fogo intacto e repleto de espólio
que aí foi deixado na altura da sua demolição. Esta
foi construída na segunda metade do Séc. XVIII, aquando
das grandes alterações do imóvel, com reorganização
dos espaços, aplicação de materiais nobres e dos
tectos pintados.
Junto da
entrada da cozinha encontrava-se um grande vaso asado que servia de contentor
de cal e uma pequena fossa detrítica coeva deste período.
Perto e em parte cortada pela fossa estavam os restos de uma parede de
adobo de tufo calcário, já detectada na sala anterior.
Foram ainda detectados duas bases de pilares, cuja funcionalidade e relação
com as estruturas descobertas ainda não descortinamos.
Temos ainda uma estrutura que originalmente seria um poço/cisterna
(?), tendo sido posteriormente adaptada a fossa.
Ao nível do solo natural fomos encontrar depressões no solo
que serviram de amassadouro para o tufo calcário usado na construção
das paredes do imóvel.
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