Rio Maior Cidade Viva

Alcobertas
01 Janeiro 2002

Nascente dos Olhos de ÁguaSituada num vale do extremo setentrional da área do concelho, na vertente este da Serra dos Candeeiros, é banhada pela ribeira com o seu nome, que nasce no pitoresco sítio dos olhos de Água.

Pertenceu ao concelho de Alcanede até a extinção deste em 24 de Outubro de 1835 é uma povoação em que as Grutas, as paisagens imponentes são uma das suas melhores características.

A freguesia de Alcobertas teve a sua criação em 1536, sendo uma das catorze freguesias do concelho de Rio Maior ficando situada a 12 Kms, abrangendo uma área de cerca de 32Km2, é a segunda freguesia mais populosa do concelho, tendo passado recentemente a Vila, e concentrando um grande património histórico e turístico.

Anta ou DolmenA sua igreja matriz exibe no seu interior, a Pia Baptismal e a de Água Benta, ambas do século XVI, destacando-se ao lado desta, a capela lateral de Stª Maria Madalena, constituindo um monumento megalítico [com caracter funerário], composto de câmara e corredor. A sua construção insere-se no contexto do neolítico final, encontrando-se entre as dez maiores da Península Ibérica.

Esta freguesia com um passado importante arqueológico, sabe preservar o efeito natureza da bonita Serra dos Candeeiros, e encontra-se englobada na área protegida do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiro, com as várias grutas existentes nas suas encostas, sendo a mais famosa a Gruta de Alcobertas, com salas e corredores, atingindo mais de 210 metros de extensão e em algumas partes 10 metros de altura, apresentando estalactites e estalagmites de grandes dimensões e revestimento de cristais de calcite pura.

De salientar ainda os Silos Romanos, os Silos ou Potes dos Mouros como são chamados, são buracos escavados em grés avermelhado, destinados à conservação, sobretudo de cereais. De 80 a 100 silos iniciais, existem actualmente 35. Tratando-se de um dos maiores conjuntos de silos da Península Ibérica.

Forno Medieval de origem romanaDestacar-se ainda o Forno Medieval de origem Romana, o Cruzeiro, o Cabeço da Pena e o de S. Martinho, Basalto Prismático, as Azenhas localizadas no Olhos de Água, a capela dos Sourões reedificada em 1910, a Igreja de Casais Monizes, Igreja da Feira e a de Alqueidão encontrando-se esta em ruínas.

Anta ou DolmenMas o verdadeiro ex-libris de Alcobertas é o seu Dólmen. Monumento megalítico com fim funerário, um dos 10 maiores da Península Ibérica, que remonta aos finais do Neolítico. Com o crescimento do povoado, este monumento tornou-se em capela, a partir dele nasceu a Igreja Matriz de Alcobertas, instituída em 1536 pelo Arcebispo de Lisboa. No seu interior podemos apreciar os azulejos de padrão seiscentista, a Pia Baptismal e a Pia de água benta do século XVI.

Alcobertas pertenceu ao Concelho de Alcanede desde a sua fundação. Em 4 de Julho de 1536, por carta de licença de D. Afonso, Cardeal de S. Brás, Arcebispo de Lisboa, foi instituída como freguesia sufragânea à Igreja Matriz de Alcanede, com a extinção do concelho de Alcanede, a 24 de Outubro de 1855 passou a integrar o concelho de Rio Maior.

Para a história fica também o dia 13 de Maio de 1999, data e, que Alcobertas passou a Vila.

 
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