Rio Maior Cidade Viva
S. Sebastião
01 Janeiro 2002

A freguesia de S. Sebastião estende-se por uma área total de 15,5 km2 , localizando-se a cerca de 7 km da sede concelhia.

Foi criada em 16 de Maio de 1984, tendo pertencido anteriormente à freguesia de Fráguas.

A denominação actual desta povoação é bastante recente, substituindo a antiga designação de "Cabos".

É uma freguesia, em que agricultura é predominante, nomeadamente oliveiras e produção de tomate. Do mesmo modo, a pecuária tem igualmente um papel importante na economia local.

São Sebastião fica situada a nordeste de Rio Maior, a cerca de 9 Km, na direcção de Alcanede - Alcanena.

A freguesia tem mais de 830 habitantes dados de 1998 e o seu orago é S. Sebastião. Sendo a sua festa anual em honra do seu padroeiro, realizando-se na primeira semana de Julho.

O ponto turístico mais importante desta freguesia é a Capela de São Sebastião e têm como lugares principais, o Cabeço do Marco, Casal Dourado, Estanganhola, Lavradio, Repolho e Vale da Fonte.

A evolução demográfica mais recente foi pautada por um crescimento acentuado da população.

No Censo de 1991, a população residente era composta por 586 indivíduos, tendo-se registado uma subida durante a década de 90, uma vez que em 1998, segundo informações recolhidas junto da autarquia, o universo populacional rondava os 830 moradores, dos quais 545 eram recenseados.

Um factor que levou também ao agravamento da desertificação populacional foi a emigração, embora não tenha tido grande expressão nesta freguesia. A Suíça foi o principal destino dos poucos emigrantes existentes em S. Sebastião, os quais têm investido na freguesia, principalmente na construção de habitação para o período de férias.

A análise da vida económica local revela que o sector primário continua a desempenhar um papel importante.

Actualmente, ainda são muitas as pessoas que se dedicam à agricultura, sendo as explorações agrícolas caracterizadas por minifúndios (30%), médias propriedades com rentabilidade (60%) e grandes propriedades (10%), destinadas ao cultivo de produtos hortícolas (em especial o tomate), à produção vinícola e à olivicultura, tendo-se registado, nos últimos anos, iniciativas por parte de jovens agricultores na cultura do tomate e na olivicultura.

O sector secundário é outro dos principais pilares da economia local, devido essencialmente à indústria de exploração e transformação de mármores, à serralharia civil e à exploração florestal. Infelizmente, mais recentemente, não se verificaram investimentos nas áreas industriais da freguesia.

Por último, no sector terciário, a freguesia não se encontra dotada de serviços públicos, nem privados, dispondo de alguns serviços ao nível da mecânica e construção civil. A oferta comercial existente, apesar de reduzida, é suficiente para assegurar as necessidades mais básicas da população ao nível do comércio alimentar e não alimentar a retalho, existindo alguns estabelecimentos de restauração.

No âmbito das infra-estruturas básicas existentes e respectivos graus de operacionalidade, a rede pública de distribuição domiciliária de água cobre a totalidade da freguesia, não se registando irregularidades no fornecimento ao longo do ano.

 
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