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A Talha Barroca O altar-mor de talha dourada barroca possui na boca da tribuna, uma imagem de madeira do século XVIII figurando o Orago. A talha no século XVII é uma forma de grande produção. A explicação para esse favoritismo reside na simbologia do dourado, cor que reveste a madeira a branco depois de aparelhada. Segundo o pensamento da época o ouro é o mais precioso dos metais, uma substância pura cujas qualidades físicas o tornam especialmente dotado para resistir à acção do tempo: é incombustível, não cria ferrugem, não tem cheiro nem sabor. Assim sendo, o dourado cria uma antevisão do próprio Céu, oferecendo ao crente a visão da eternidade. Ao mesmo tempo a talha é uma expressão artística que permite apresentar alguns dos símbolos essenciais do Catolicismo, como os relacionados com a Eucaristia: cachos de uva, folhas de videira. Para além destes símbolos são também frequentes as representações de folhas de acanto, pássaros, pequenos anjos e flores. Elementos bem representados neste Altar-Mor. Na 2ª
metade do século XVII, inaugura-se um novo tipo de retábulo,
a que se chama " Estilo Nacional", estes retábulos caracterizam-se
pelo emprego de colunas torsas adornadas com figuras simbólicas;
meninos, cachos de uvas e parras, pássaros (representando a fénix,
símbolo da imortalidade), tendo a encimá-las arcos concêntricos,
o que lhes dá singular parecença com os pórticos
das igrejas românicas. Neste aspecto o altar do lado do evangelho,
tendo ao alto, a imagem de S. João Baptista e no friso do retábulo,
a cruz dos Pereiras é bem representativo. |
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