Rio Maior Cidade Viva

Enquadramento Geográfico

Integrada numa zona apelidada de "Estremadura Ribatejana", o concelho de Rio Maior situa-se numa área de transição, onde as influencias do Ribatejo e do litoral se mesclam, dando lugar a um espaço cheio de originalidade.

Abrangendo uma área de 277,4 km2 com altitudes inferiores a 500 mt, salvo raras excepções.

As várias linhas de água que percorrem o seu território constituem uma densa rede hidrográfica da qual se destaca o rio Maior que deu nome à localidade e ao concelho.

O nome Rio Maior deve-se ao facto de ser o maior de três rios que se juntam num sitio denominado de "as três valas", situada no local em que estes se encontram a Vala de Azambuja. Os outros dois cursos de água são a Ribeira de Alcobertas e a Ribeira de Almoster.

Aliando à baixa altitude uma boa fertilidade dos campos, uma densa mancha florestal, e um clima ameno, proporcionado pelas barreiras naturais que são a Serra dos Candeeiros a norte e a florestação nas outras vertentes, conjugam-se os factores base que justificam e explicam a fixação de gentes desde muito cedo.

O norte do concelho, delimitado pela serra, apresenta um variado número de grutas e algares naturais que facilitam a defesa e o abrigo. Para Sul são mais evidentes as planuras e, consequentemente, as influencias ribatejanas. Por todo o concelho, grandes extensões de terrenos cultivados e de florestação, dando um colorido saudável à paisagem.

Mas se o solo é rico, não menos o é o subsolo como demonstram as extracções mineiras que, embora hoje quase desaparecidas, foram durante séculos uma das principais fontes de riqueza desta região.

Do subsolo vêm, também, a água salgada que aflora no lugar da Fonte da Bica, criando um espaço único que são as marinhas de sal-gema, cuja exploração esta comprovada por documento de 1177, embora já tivessem em actividade, pelo menos desde o período romano

Entre as riquezas agrícolas destacam-se o milho, bem patente na gastronomia local, o mangusto, o trigo, a vinha e os produtos frutícolas e hortícolas. Quanto às variedades florestais, o destaque vai para o pinheiro manso, que ocupa a maior parte do território, seguindo-se a oliveira, o carvalho e o eucalipto, árvore que tem vindo, já a algumas décadas, a conquistar terreno a outras espécies.

Quanto aos minerais, foram durante anos extraídos do subsolo de Rio Maior, tais como, a água magnesífera, água salina, alumínio, antracite, apatia, caulino, carbonato de zinco, carvão de pedra, cloreto, cloreto de sódio, cobre, enxofre, ferro, fosfato de cal, fósforo, lenhites, manganez, magnésia, materiais salinas, mitro, ouro, pederneira, pedras de gesso, pedras litogróficas, petróleo, potássio, sal-gema, sal mineral, sais de potássio, silicatos calcários, manganeziferos, silicato de zinco, talco, teschites azotados, fosfatados, potássicos e silicatados, e tripoli.

Possuindo tão grande riqueza mineral, facilmente se compreende a razão pela qual esta era uma actividade de peso, tendo acabado por desaparecer por completo nos dias de hoje.

 
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